
Desde de que soube que Tarantino andava metido com Death Proof, Grind House e aquela amizade queima filme com Robert Rodriguez, eu andava meio que "de mal" com suas produções. Na verdade o cara tinha virado caça-níquel: Em tudo que fosse trash exagerado davam um jeito de meter o nome dele no meio. Era quase um caso perdido. Isso sem contar com a bomba que andava o cinema ultimamente (ninguém nem ouse falar do "Anticristo" daquele pretensioso enganador do Von Trier). Ufa, mas parece que finalmente esse marasmo do cinemão maistream passou e que bom e velho Quentin está de volta. Um alívio num ano de filmes tão ruins.
Todo nerd cinéfilo gosta do Tarantino e eu digo o porquê: São as milhares e incontáveis referências. Misturar Bowie com Ennio Morricone? Só o Tarantino faz! Misturar Novelle Vague, Terceiro Reich e Faroeste? Só o Tarantino faz! Misturar ultraviolence com diálogos brilhantes? Só o Tarantino faz! (Quem achou cansativo, no mínimo, não compreende que isso é uma marca registrada e que o torna idolatrado desde Cães de Aluguel, muito mais até do que pela violência). No mínimo ainda existem outras referências tão obscuras que só são entendidas por ele e seus amiguinhos cabeçudos, cuja esfera de conhecimento ainda é inatingível pra pessoas normais, mas isso não irrita, ao contrário, nos faz querer assistir de novo e de novo, só pra captar os detalhes.
Daí o pessoal metido a "cult-esnobe-prepotente" reclama dos clichês: "Americanos burros" "Francesa blasé"... Mas eles são a graça, a alívio cômico da história. Nem o próprio diretor os leva tão a sério, então porque temos que levar? Os Bastardos são tão violentos quanto divertidos, e os nazistas, ao contrário do que mostra a maioria dos filmes sobre guerra, são absurdamente corteses. Aliás, é aí que está a genialidade deste filme em especial, e que pode se resumir a um personagem: Hans Landa. (Christoph Waltz). Sabe o Coringa? O Hannibal Lecter? Jack Torrance? Pois é, Hans Landa, acaba de entrar pro hall dos grandes vilões do cinema. E convenhamos, fazer com que as pessoas se sintam cativadas por um maldito nazista, é outra coisa que só o Tarantino faz. Alguns disseram que "Bastardos Inglórios" era uma vingança do seu cinema contra o Nazismo, mas acredito que funciona mais como um "cala a boca" contra aqueles que acharam que ele tinha perdido a mão. Nem precioso dizer que o coloca de volta no top 5 dos meus favoritos, né? "That's a Bingo".










