quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Glória aos Inglórios



Desde de que soube que Tarantino andava metido com Death Proof, Grind House e aquela amizade queima filme com Robert Rodriguez, eu andava meio que "de mal" com suas produções. Na verdade o cara tinha virado caça-níquel: Em tudo que fosse trash exagerado davam um jeito de meter o nome dele no meio. Era quase um caso perdido. Isso sem contar com a bomba que andava o cinema ultimamente (ninguém nem ouse falar do "Anticristo" daquele pretensioso enganador do Von Trier). Ufa, mas parece que finalmente esse marasmo do cinemão maistream passou e que bom e velho Quentin está de volta. Um alívio num ano de filmes tão ruins.

Todo nerd cinéfilo gosta do Tarantino e eu digo o porquê: São as milhares e incontáveis referências. Misturar Bowie com Ennio Morricone? Só o Tarantino faz! Misturar Novelle Vague, Terceiro Reich e Faroeste? Só o Tarantino faz! Misturar ultraviolence com diálogos brilhantes? Só o Tarantino faz! (Quem achou cansativo, no mínimo, não compreende que isso é uma marca registrada e que o torna idolatrado desde Cães de Aluguel, muito mais até do que pela violência). No mínimo ainda existem outras referências tão obscuras que só são entendidas por ele e seus amiguinhos cabeçudos, cuja esfera de conhecimento ainda é inatingível pra pessoas normais, mas isso não irrita, ao contrário, nos faz querer assistir de novo e de novo, só pra captar os detalhes.

Daí o pessoal metido a "cult-esnobe-prepotente" reclama dos clichês: "Americanos burros" "Francesa blasé"... Mas eles são a graça, a alívio cômico da história. Nem o próprio diretor os leva tão a sério, então porque temos que levar? Os Bastardos são tão violentos quanto divertidos, e os nazistas, ao contrário do que mostra a maioria dos filmes sobre guerra, são absurdamente corteses. Aliás, é aí que está a genialidade deste filme em especial, e que pode se resumir a um personagem: Hans Landa. (Christoph Waltz). Sabe o Coringa? O Hannibal Lecter? Jack Torrance? Pois é, Hans Landa, acaba de entrar pro hall dos grandes vilões do cinema. E convenhamos, fazer com que as pessoas se sintam cativadas por um maldito nazista, é outra coisa que só o Tarantino faz. Alguns disseram que "Bastardos Inglórios" era uma vingança do seu cinema contra o Nazismo, mas acredito que funciona mais como um "cala a boca" contra aqueles que acharam que ele tinha perdido a mão. Nem precioso dizer que o coloca de volta no top 5 dos meus favoritos, né? "That's a Bingo".

sábado, 22 de agosto de 2009

Joguinho divertido das dicotomias.



Dia ou noite? Verão ou inverno? Chá ou café? The Smiths ou The Cure? Claro ou escuro? Praia ou campo? Led Zeppelin ou Pink Floyd? Hippie ou Punk? Morango ou Chocolate? Céu ou Inferno? Marilyn Monroe ou Rita Hayworth? Ateísta ou Criacionista? Raul Seixas ou Chico Buarque? Mozzilla Firefox ou Internet explorer? Orkut ou Facebook? Fante ou Bukowski? Rock ou Samba? Blogger ou Twitter? PT ou Democratas? Drama ou comédia? esfirra de carne ou de queijo? Joy Division ou New order? Marlon Brandon ou Paul Newman? Paulo Leminski ou Dalton Trevisan? Prosa ou Poesia? Loira ou morena? EUA ou Europa? Beatles ou Stones? Ocidente ou Oriente? Matrix ou Blade Runner? Channel ou Dolce & Gabanna? Before Sunrise ou Before Sunset? Gin ou Vodka? O Gordo ou Magro? Londres ou Paris? David Bowie ou Lou Reed? Gato ou cachorro? Saudável ou Junkie? Coca-cola ou Guaraná? Bertolucci ou Felinni? Jeff Buckley ou Elliot Smith? Passado ou futuro? Direita ou esquerda? MP3 ou Vinil? Anos 70 ou anos 80?

Ufa... Alguém sabe mais uma?

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

It's the end of the world (As we know it)




Tive um sonho estranho agora a pouco. Vocês vão achar que eu tô inventando ou que é paranóia, mas foi um sonho bem real. Nele, eu estava na faculdade (a pessoa é tão nerd, que mata as últimas aulas pra ir pra casa dormir, e acaba sonhando com elas... Enfim, continuando...). Sonhei que estava na faculdade e ao entrar na sala, a coordenadora distribuía máscaras e falava sobre as precauções a respeito do vírus da Influenza A H1N1 (Vulgo: gripe suína). Parecia um futuro próximo onde a situação realmente estava crítica, que o vírus tinha sofrido uma mutação, e etc... E os sintomas estavam piores que esses que conhecemos, e que a morte seria praticamente instantânea. Daí um amigo, ao lado, ficava doente na hora, depois outro, depois eu mesma. Todo mundo ia pro hospital, era condenado pelos médicos e ficava de quarentena, só esperando a hora do "pronto, acabou"... Lembro que logo antes de acordar eu estava pensando “poxa, eu achava que o final seria diferente...”. Acordei com a sensação desconfortável de que deve ser mais ou menos isso, o que as pessoas pensam naqueles segundos de consciência antes de partir. Principalmente por uma causa estúpida e repentina.

Não, não sou maníaca depressiva, foi só um sonho, e o engraçado é que eu sou uma dessas pessoas que acha que tá todo mundo exagerando a respeito da gravidade dessa nova epidemia. Mas, é interessante como a realidade nos prega peças. Como essas coisas surgem sem nenhuma explicação aparente... Há uns seis meses atrás ninguém imaginava algo assim, agora não se fala em outra coisa. Eu, que sofro de rinite, provoco pânico na população quando começo com as crises espirro fora de hora (E é bem engraçado, aliás). Mas, surreal mesmo, foi passar no aeroporto recentemente e ouvir aquela mensagem da Infraero, de cinco em cinco minutos “Ao sentir sintomas como: febre, dor de cabeça, dores no corpo (...) procure a Anvisa neste aeroporto”. Daí você olha pras pessoas ao redor e se sente num filme de ficção científica.

Acredito que epidemias funcionam como aquele síndico chato que chega pra acabar com a festa e controlar os abusos. Elas aparecem do nada pra por um basta naquilo que mais gostamos de fazer. Imagino como deve ter sido na época que a AIDS surgiu. Todo mundo fazendo amor livre, estilo Sodoma e Gomorra, daí vem o vírus e diz: “Pronto, acabou”. Agora, com a gripe do momento, tá todo mundo com medo de viajar, de ir para lugares públicos, de falar de pertinho...

Pior que tem gente que fica procurando culpados, que acha que é tudo um esquema de conspiração, que põe a culpa no governo... pensando melhor, existe uma explicação até bastante plausível pra isso: Somos sete bilhões de pessoas no mundo atualmente. O ser humano é, definitivamente, uma praga biológica. E o pior: Que põe em risco todo o sistema em que vive. Segundo a Seleção Natural, quando uma espécie cresce desordenadamente, surge alguma forma de controle, como um predador, por exemplo. Como não temos nenhum predador natural, surgem as epidemias. É quase poético perceber que o predador da espécie mais grandiosa do planeta, é um ínfimo vírus microscópico. simples assim.

Difícil mesmo é a sensação de impotência diante dos perigos reais e da imprevisibilidade do futuro. É disso que a humanindade tem medo, de perder o controle. Por isso fica todo mundo em pânico ao primeiro sinal de ameaça.

Ok, ficou meio catastrófico isso aqui, né? Aliás, hoje eu acordei meio fatalista... Os próximos posts serão mais animadores, prometo (Se existirem os próximos hehe... Pronto, parei!). Tô até começando achar que é verdade aquela história que o mundo vai acabar em 2012. Será?!
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Imagem acima é inspirada na peça Esperando Godot, de Samuel Beckett.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O triunfo da michaelmania póstuma.




Tá bom, tá bom, tá todo mundo falando, overdose em todos os canais, não tem como não comentar sobre o assunto do momento. É como se fôssemos forçados a tecer alguma opinião sobre o falecimento do - eleito pela mídia - Rei do Pop.

Tive minha infância michaelmaníaca feliz, não vou negar, praticamente nasci ouvindo Thriller, MORRIA de medo do clipe dos mortos-vivos, fiquei fascinada pelos efeitos de Black or White, queria ter um óculos e uma guitarrinha igualzinha a do Macaulay Culkin, achei aquele "cabeça de coelho" dançando Smooth Criminal (Quase não passa, tava louca pra ver!) a coisa mais linda-perfeita-tecnológica de todos os tempos e passava noites em claro jogando Moonwalker no Mega Drive. Criança né? Bonitinha, no mundo das maravilhas (ou alienações). Adorava ser impressionada. E, vamos combinar, o MJ fazia isso muito bem.

Engraçado é que estou impressionada novamente. Mas dessa vez não com a morte do Michael em si. Pra mim, como falou João Marcelo Bôscoli, ele era como uma daquelas tias velhas que todo mundo adora, mas que ficou louca e foi morar no último andar. O cara morreu faz tempo... atualmente seu propósito se resumia a querer voltar ao passado, e isso tava na cara! (literalmente, hehehehe)

Depois de ter feito todas as piadas sem noção que conhecia sobre o assunto (Aquela do menino Jesus é muito boa! hahahahaha) e de ter até sentido um pouco de sentimento de culpa depois (Que Luci boazinha, gente...) parei pra olhar ao redor...e mais uma vez fiquei B-O-Q-U-I-A-B-E-R-T-A!

Pela manhã, atravessei a rua e vi um cara que devia ter uns 19 anos, no máximo, com o som do carro tocando Billie Jean no último volume. A Tv no restaurante mostrando o povão nas ruas do Rio cantando. Na Internet: Twitters, blogs, orkuts e etc... pipocando com homenagens, fotos, gente fazendo tatuagem, gente dizendo que ama, gente dizendo que odeia, tomando partido, falando em conspirações... caramba, o MUNDO PAROU!

Na boa, eu NUNCA vi uma comoção dessa magnitude!

Tá, vamos comparar: Morte de Ayrton Senna e Mamonas Assassinas (Comoção só no Brasil, vai...) Morte da princesa Diana (Muitos tablóides e homenagens, mas não se tinha o acervo e quantidade de imagens e documentários como nessa do MJ), Morte do John Lennon e Elvis (Deve ter sido parecido, mas como eu não presenciei, não conta. E naquele tempo não tinha internet...) Acho que dá para comparar com o 11 de Setembro. Mas naquele dia 3.234 pessoas faleceram! (God bless Wikipédia! hehe), enfim, dessa vez foi uma só.

E novamente, the king of pop fez história. Mas, impressionante mesmo é o alcance da mídia... Ok, é assunto batido... mas de um furo de reportagem de um site de fofocas, a coisa vai tomando proporções megalomaníacas... Foi surreal ver na BBC correspondentes na Índia, Japão, Brasil, Inglaterra, EUA, dentre outros países, falando no mesmo assunto.

E isso é uma coisa que sempre vai me impressionar: O poder que a comunicação em massa tem de criar ídolos, só para poder derrubá-los depois. Ou voltar erguê-los quando lhe convém. O fato é que Michael Jackson virou mais um mito criado pelo maravilhoso e admirável poder da mídia. Isso sim é que é mágica de verdade!

E assim permanecerá... pela eternidade... ou pelo menos enquanto render boas manchetes.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Conta as novas!

Uma crise de remorso tomou conta de mim por ter deixado o blog assim, tão abandonado, empoeirado, entregue às baratas...

Então aí vai, se é que alguém ainda se interessa, algumas novidades sobre a autora dessa pocilga que ainda teima em manter-se on line:

Cinema.




Vi um surpreendentemente bacana esses dias, apesar do péssimo título em português: Pecado consentido ("Seeing Other People" - 2004).

É sobre um casal: Ed e Alice, que possue um daqueles relacionamentos predestinados ao "felizes para sempre", até que ela entra em parafuso pré-núpcias quando percebe que nunca teve uma fase de "aventuras casuais", e propõe ao noivo que ambos comecem a sair com outras pessoas. Daí surgem os ciumes, paranóias, reviravoltas e tentações que a maioria dos casais enfrentam, por mais moderninhos que sejam. Porém, ao invés de focar no drama, o roteiro concentra-se no bom humor (leia-se ironia e sarcasmo) e nas histórias paralelas dos amigos do casal, Sem dúvida entra pra minha lista dos recomendados.

Música.

Ah, nada de novo, estou mais uma vez naquela fase revival pós-punk que parece não ter fim... Cocteau Twins e Echo & The Bunnymen são as queridinhas do momento (Bunnymen é a queridinha de sempre, pra falar a verdade). Mas só quando bate o bipolar. Quando tô de bom humor, baixa a "electro-louca" daí rola Ladytron... over and over and over... Tem também James. Sei lá porque, mas tenho tesão na letra de Laid. Pior que é podre de brega.



Ah e WHATHEFUCK é aquela banda do Brett Anderson? The Tears? É EXATAMENTE a mesma coisa do Suede! Nego tem que tomar vergonha e assumir que só sabe fazer o mesmo troço na vida... Não que seja ruim.


Vida pessoal?


Pula, pula...
Brincadeira, nada de novo: Estudando, trabalhando, namorando. Calmaria total, ainda bem.


Notícias.


Ando (ainda mais, se é que possível) alienada da realidade. Mas a culpa é da rotina mesmo. saindo às 9:00 chegando às 22:00, sem tempo nem de olhar pro lado... Mas vi o caso do Sarney e confesso, ainda acreditando que também houve muita demagogia por trás das críticas, que o Lulinha errou feio dessa vez. Ok, NEM todos são iguais perante a lei (São diferentes dentro de suas desigualdades, tal qual declaram doutrinadores constitucionais) Mas, colocar Sarney num patamar acima dos cidadãos comuns, sendo o próprio presidente de origem "comum", foi meio que um tiro no pé.

TV


Viciada em Dexter. O psicopata mais adorável de todos os seriados.

Internet.



O blogger ainda é meu favorito (Ou seria o Last.FM?), perdi a senha dos meus perfis no myspace e flickr (Loooser dos infernos!) Fotolog foi pro saco, ainda odeio orkut e a maldita "incrusão" digital, mas sim... fraquejei e entrei no Twitter! Hahahahaha. E olha que demorou!

Tá, ficar nessa de: "Tô indo lá na academia", "Tô indo no banheiro", "Tô indo no motel com o namorada uhhhuu vidaloka!" é de uma futilidade ímpar, mas se usada de forma correta (vide twitter da BBC Brasil, por exemplo) até que é bem útil. Coisa que, obviamente, eu NÃO estou fazendo. rererere...

Meu Twitterzeeenhoww

Ok... Por hoje é só, pessoal. Beijos-desliga.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Nerdisse light, pra variar...




Assim como uma boa dona-de-casa adora esse simulacro misto de Romeu e Julieta com gosto de farofa indiana que passa todo dia por volta das 21:00 na Globo, tenho que admitir que acompanho religiosamente e adoro ser enganada pelos roteiristas de Lost.

Todo mundo acha que os caras perderam a mão, mas acredito que agora (finalmente) a coisa tá ficando muito interessante: Reviravoltas, ramificações e quebra-cabeças? Ooohhh, sooo fucking good...

Ainda que existam mais mistérios que respostas, é bem melhor queimar os neurônios com Daniel Faraday e John Locke do que assistir Juliana olhão e outras piriguetes mexendo a bunsanfa coberta de véus ao som de algum mantra irritante, certo?

E tá uma complicação daquelas... Locke tá vivo ou tá morto? Jacob existe ou não? Jack vai mesmo mudar o curso dos acontecimentos do voo? (como ficou feia essa palavra. Reforma ortográfica my ass!) Quem vai morrer? Todos vão morrer?

WHAT LIES IN THE SHADOW OF THE STATUE?! (uhuu!)

Conspirações, paradoxos, quadrilátero amoroso, citações a filósofos, referências a livros, referências a Star Wars, explicações matemáticas, easter eggs, viagem no tempo, nerdisse ao extremo? AMO MUITO TUDO ISSO!

Season finale! \o/

sábado, 14 de março de 2009

Quem mexeu na minha serotonina?

Voltei pro blog há uns quatro dias e já tô com raiva dele. Já enjoei do Layout e já cansei da Lucy...

Mentira, a Lucy é minha "ídala", inspiração de caráter... Ainda não cansei dela não...

À propósito, toda essa inconstância tem sido, paradoxalmente, uma constante na minha vida: Descubro uma banda nova que acredito veementemente ser a salvação definitiva da música num dia, e não aguento mais nem olhar pro encarte do CD, no outro. Dia desses, li "Precisamos falar sobre o Kevin", fui dormir achando que nunca mais vou querer ter filhos, e acordei pensando em meias de crochê e nomes pra bebês... Passo o fim de semana, no auge do meu TOC, escrevendo listas sobre prioridades só pra esquecer de colocá-las em prática na semana seguinte.

Prometi nunca escrever textos pessoais demais nesse pequeno cyberespaço desmerecido, e olha só como estamos...

Tédio, auto-sabotagem (Isso agora se escreve sem hífen, ao que parece) e procrastinação. velhos conhecidos, unidos e "amigos para siempreee".

Pior é que é que nem sei direito se quero, ou não, sair dessa. E se quero, nem sei como.




Sugestões são bem vindas.